terça-feira, 31 de maio de 2011

Pais separados e a luta na justiça pela guarda das crianças - No Profissão Resporter

O programa PROFISSÃO REPÓRTER (TV Globo) de hoje (31/05/2011) abordará o tema:


"Pais separados e a luta na justiça pela guarda das crianças"



O programa irá ao ar às 23:45h, pela Rede Globo, conforme informações no site da emissora.


Assunto de muita relevância para a questão da Alienação Parental. Vamos assistir e depois partilhar nossas reflexões aqui no Blog, que tal?


Link do Profissão Repórter com Video da chamada: Profissão Repórter

domingo, 29 de maio de 2011

Lei de Alienação Parental já influencia Comportamento de Pais Separados


Sociedade. Juízes e advogados especializados notam efeito de norma sancionada em agosto que pune os que impedem a convivência de crianças e adolescentes com um dos genitores; 80% dos filhos de casamentos desfeitos enfrentam a situação em diferentes níveis.

Mesmo após o divórcio, o biólogo Daniel (nome fictício) costumava ver a filha de 8 anos quase todos os dias. Mas as visitas foram ficando mais e mais restritas depois que a ex-mulher ficou sabendo de sua nova namorada. Certo dia, ele chegou à casa que um dia foi sua e descobriu que a família havia se mudado. Isso aconteceu há três anos e, desde então, Daniel não vê a menina.
Para coibir casos como esse, foi sancionada em agosto uma lei que prevê punições àqueles que cometerem atos de alienação parental, ou seja, ações com o objetivo de impedir a convivência de crianças e adolescentes com um de seus genitores. A lei é recente, mas o fenômeno é antigo nas varas de família. Pesquisas apontam que 80% dos filhos de pais separados sofrem algum tipo de alienação parental.
"No grau mais leve, o guardião, normalmente a mãe, faz comentários críticos sobre qualquer coisa que a criança fale sobre o pai. Ou então diz que vai ficar sozinha e triste quando ela for visitá-lo", conta a psicóloga Maria Dolores Toloi, que há 15 anos trabalha como assistente de perícias psicológicas no Tribunal de Justiça de São Paulo. Com o tempo, a convivência com o pai passa a ter um custo emocional tão alto que a criança diz não querer mais vê-lo.
Mas, em casos como o de Daniel, a alienação acontece de forma bem menos sutil. Acusado pela ex-mulher de abusar sexualmente da filha, o biólogo teve o direito de visitação suspenso. Mesmo inocentado no processo criminal, continua proibido de vê-la. "Ela passou a viver das histórias que os outros contam."
Em muitos casos, diz Maria Dolores, o alienador se aproveita da distância para doutrinar a criança contra o outro genitor, chegando até a implantar memórias de fatos que nunca aconteceram. "Quando a criança entra nesse jogo e passa a participar da campanha de difamação, está instalada a Síndrome da Alienação Parental (SAP)."
A criança passa então a ver o genitor alienado como uma pessoa desinteressada, incapaz de amá-la. "Baixo rendimento escolar e autoestima, uso de drogas, depressão e suicídio são problemas comuns nesses casos", diz o psicólogo Diego Bragante.
Instrumento. Para a advogada especialista em Direito de Família Sandra Vilela, a nova lei cria mecanismos para combater o problema no início, antes que a síndrome se instale. "Há três anos, quando uma mãe se recusava a entregar o filho no dia de visita, muitos juízes diziam que não havia nada a fazer." Agora, o alienador pode ser multado, submetido a acompanhamento psicológico e até perder a guarda caso insista no comportamento.
"A simples discussão que a lei suscitou na sociedade já iniciou a mudança", afirma Sandra. O juiz Marco Aurélio Costa, da Segunda Vara da Família do Foro Central de São Paulo, concorda. Segundo ele, já é possível notar um cuidado no discurso das mães para não dar margem a acusações de alienação parental. "Já existe no ar a perspectiva de que isso pode ser punido. Nesse ponto a lei foi muito útil."
Embora a norma tenha sistematizado as punições para os diferentes graus de alienação parental, permanece a dificuldade de se caracterizar o problema. Além da percepção do juiz e de provas materiais, como cartas e e-mails, muitas vezes é necessária uma perícia psicológica.
Maria Dolores diz que, para ser bem feita, uma avaliação psicológica demora cinco sessões. Além da conversa com os pais e com a criança, testes psicológicos são aplicados. Mas a sobrecarga no Judiciário inviabiliza esse trabalho em alguns fóruns. "Fazem apenas uma entrevista com a família e o resto vai na base do "achômetro"." Antes, os processos se arrastavam por anos. A nova lei prevê prazo de 90 dias para a conclusão do laudo.
As famílias que podem pagar contratam psicólogos especializados para fazer um laudo particular. Diego Bragante conta que a procura por esse tipo de serviço em sua clínica dobrou desde a sanção da lei.
Mas, segundo Maria Dolores, há juízes que nem leem o laudo do assistente técnico. "Assim como tem perito que nem sabe o que é a SAP. E assim vai funcionando do jeito do Brasil. Bem em alguns casos, nem tanto em outros", conclui.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Exibição Documentário "A Morte Inventada" em 24/05/2011

Dando continuidade aos trabalhos que compõem a
Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental, no dia 24/05/2011, às 19h30min, será exibido o documentário
“A Morte Inventada”, produzido pela Caraminhola Filmes.
Em eguida, será aberto espaço para Discussões e Reflexões.


                                                                 

Sinopse:
O filme revela, de maneira forte e emocionante, o drama de pais e filhos que tiveram seus elos rompidos por uma separação conjugal mal conduzida, vítimas da Alienação Parental. Esta denominação criada pelo psiquiatra americano Richard Gardner se refere à situação que freqüentemente se apresenta na disputa pela guarda dos filhos após a separação. A alienação Parental é o impedimento imposto aos filhos de entrar em contato com o genitor que não detém a guarda. O genitor que detém a guarda passa a usar os filhos como arma de vingança contra o ex-cônjuge, gerando nos filhos uma contradição de sentimentos e sensação de abandono. Em “A morte Inventada, os pais testemunham seus sentimentos diante da distância, de anos de afastamento de seus filhos. Os filhos que na infância sofreram com esse tipo de abuso, revelam de forma contundente como a Alienação Parental interferiu em suas formações, em seus relacionamentos sociais e,    sobretudo, na relação com o genitor alienado. O filme também apresenta profissionais de direito, psicologia e serviço social que discorrem sobre as causas, condições e soluções da questão.

Roteiro e Direção: Alan Minas
Realização: Caraminhola Produções
Trailler do Documentário: http://www.youtube.com/watch?v=xPRpMEU8MxI

      

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Feira da Saúde de Botucatu teve um estande específico para a Campanha

Feira da Saúde de Botucatu teve um estande específico para a
Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental.

Foi no dia 07/05/2011, com início às 09 e término às 15 horas
no Piso Superior da Praça do Bosque



Apoio:
Prefeitura Municipal de Botucatu
GAAP - CAMPINAS/Grupo Alerta Alienação Parental

Entidades Parceiras:
Secretaria Municipal da Saúde
Secretaria Municipal da Assistência Social
Secretaria Municipal da Educação
OAB - Subsecção Botucatu
CMDCA
Diretoria Regional de Ensino


Link de Divulgação:

Iniciando os trabalhos que compõem a Campanha, no dia 28/04/2011, a exibição do filme "Valentim" pelo projeto "Cinema no Divã"

Iniciando os trabalhos que compõem a "Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental", foi exibido no dia 28 de abril de 2011, às 20 horas, na sede da Unimed, o filme “Valentin”, pelo projeto “Cinema no Divã”, com a proposta de análise psicológica dos aspectos que envolvem a problemática "alienação parental" apresentada no filme.

Na sequência da exibição do filme Valentin, houve um debate com mesa composta pelas psicólogas Neuci Gallazzi, Ana Lúcia Gonçalves, e Neide de Oliveira Aoki, e com advogada Cilea Lima, a idealizadora da Campanha em Botucatu. Contou também com a presença de outros psicólogos da cidade, além do público do "Cinema no Divã".
 



Oficialmente Aberta a Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental em Botucatu/SP no dia 27/04/2011


"Autoridades se reúnem para debater Alienação Parental"
Fotos de André Lourenço

A Sala de Teleconferências da Secretaria Municipal de Educação foi palco das solenidades de abertura oficial da ‘Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental, realizada na noite desta quarta-feira (27). A Lei que inclui a ‘Semana de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental’ no calendário do Município será sancionada, oportunamente, pelo prefeito Cury Neto. O Projeto de Lei é de autoria do vereador Fontão.
“É fundamental que a sociedade, como um todo, se envolva em questões desse tipo, sobretudo porque a alienação parental incide diretamente em crianças e adolescentes. Não podemos esquecer que esses pequenos cidadãos ainda estão em formação e não podem ser expostos a situações como essas”, explica Fontão. “Esses jovens também não podem ser explorados como instrumento de vingança”, emenda.
Representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, da Diretoria Regional de Ensino de Botucatu; do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA); da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subsecção de Botucatu; Secretarias Municipais de Assistência Social, de Educação e de Saúde, além de outros setores da sociedade, marcaram presença e são parceiros do projeto.
O evento contou, ainda, com a participação e o apoio das palestrantes Dra. Kátia Boulos, vice-presidente da Comissão de Direito de Família da OAB/SP e da psicóloga Leonice G. Martins, membro do Grupo Alerta Alienação Parental (GAAP/Campinas) e representante da Associação de Pais e Mães Separados (APASE), na cidade de Campinas-SP. 
A campanha e o evento de lançamento foram idealizados pela advogada Cilea Santos Lima e promovidos pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Subseção de Botucatu). De acordo com a idealizadora, a iniciativa teve por objetivo ampliar o conhecimento e a discussão sobre o assunto na Cidade, por meio de atividades específicas de educação contínua no âmbito das entidades parceiras. 
Segundo ela, a alienação parental geralmente se refere à situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina, de modo consciente ou não, para romper os laços afetivos com o outro genitor. Segundo a advogada, frequentemente, a Síndrome da Alienação Parental está associada a situações em que o rompimento da vida conjugal gera uma inclinação vingativa em um dos genitores.
“Ou seja, quando um dos genitores não consegue lidar adequadamente com o fim da relação e acaba por provocar um processo de destruição, desmoralização e descrédito do outro genitor. Neste processo, o filho seria utilizado como instrumento de vingança direcionada ao ex-cônjuge – mas que pode envolver, também, qualquer outro membro da estrutura família”, explica a advogada lembrando que 80% dos filhos de pais divorciados já sofreram algum tipo de alienação parental, e que mais de 20 milhões de crianças sofram este tipo de violência.